Mostrando postagens com marcador critica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador critica. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de julho de 2012

The Amazing Spider-man (O Espetacular Homen-Aranha) - 2012






Primeiro quero deixar claro que sou apaixonado pelos longas protagonizados por Tobey Maguire e dirigidos por Sam Raimi em 2002, 2004 e 2007, o puro entretenimento do personagem com o carisma do ator, a beleza de Kirsten Dunst e a dedicação de Raimi é insubstituível.
Mas também quero acrescentar que essa nova aventura do herói mais carismático da Marvel esta Simplismente impecável, o diretor Marc Webb tomou as rédeas de um filme já consolidado na cultura mundial e, por sorte e decisão dos estúdios, não teve de carregar uma continuação, mas contar os anos anteriores da vida de Peter Parker (Garfield) que, ainda criança, é deixado pelos pais aos cuidados dos tios Ben (Martin Sheen, ótimo) e May (Sally Field). Nerd, franzino e motivo de piada no colégio, ele esconde uma paixão por Gwen Stacy (Emma Stone) enquanto sofre com o grandalhão Flash (Chris Zylka).

Até aí, nada de novo com relação aos outros filmes (exceto a troca do par romântico, na qual sai Mary Jane para dar lugar à Gwen Stacy). O roteiro, escrito a seis mãos por James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves, foca na busca do órfão Peter sobre o segredo envolvendo seu pai e da jornada que surge a partir daí. As pistas o levam até o dr. Curt Connors (Rhys Ifans) e as pesquisas que ambos faziam para unir material genético de espécies diferentes para experiências em laboratório. Sem um braço, Connors sonha com a junção da capacidade dos répteis em regenerar membros amputados e, assim, ter um corpo perfeito. É a porta de entrada para a criação do vilão Lagarto.

Com um roteiro bem amarrado e um ritmo que jamais perde o vigor, acompanhamos o nascimento do Homem-Aranha, "O Espetacular Homem-Aranha" consegue unir humor, drama e cenas de ação que não decepcionarão os fãs, sejam eles novatos ou veteranos. Entre tantos momentos impressionantes, a cena do metro e Simplismente de tirar o fôlego. 

Da bela fotografia a planos de câmera inteligentes, o filme prima pelas cenas de ação de tirar o fôlego, oferecendo situações dinâmicas e divertidas da rotina do agora herói adolescente. 

Em sua humanização, ficamos diante de um Peter Parker que, consumido pela culpa da perda das pessoas que mais ama, encontra na figura de tia May, Gwen e dr. Connors as partes que lhe faltam quando se trata de família. Até mesmo a proximidade com o capitão George Stacy  (Denis Leary), pai de Gwen, é bem aproveitada ao colocar os dois lados da lei frente a frente.

A trilha de James Horner, ajuda a criar momentos de emoção e tensão. Com cenas de luta indiscutivelmente mais violentas e um realismo impecável nas acrobacias do personagem pelos arranha-céus da cidade (favorecidos, também, pela evolução da tecnologia de efeitos especiais), "O Espetacular Homem-Aranha" nos coloca, até mesmo, dentro da excitante perspectiva visual do herói.

Imperdível, principalmente em 3D, o filme prova que ainda há como refazer filmes bons e deixa-los melhores ainda.


Nota:10

domingo, 7 de março de 2010

Sherlock Holmes - 2009

O diretor Guy Ritchie inova na adaptacao para o cinema dos personagens da obra do britanico Conan Doyle e faz um filme divertido, que se tornou o maior exito da sua carreira.
Aqueles que esperavam por uma representacao perfeita do tradicional detetive ingles imortalizado no final do seculo XIX pela literatura do escritor Arthur Conan Doyle em historias mundialmente famosas, vao se assustar ao assistir ao novo blockbuster em cartaz nos cinemas.
“Sherlock Holmes”, do cineasta Guy Ritchie, rompeu com o convencionalismo que rondava o personagem, desconstruiu tracos da sua personalidade e acabou criando um novo mito, com forca suficiente para suplantar as caracteristicas do original.
Em sua nova adaptacao para o cinema, o detetive Holmes (Robert Downey Jr.) e seu inseparavel parceiro Dr. Watson (Jude Law) tentam descortinar a trama macabra arquitetada por Blackwood (Mark Strong), um abastado aristocrata que se enveredou pelos caminhos da magia negra e quer assumir o controle do governo ingles.
Desvendando misterios insoluveis para a maioria dos humanos, Holmes mergulha em um episodio que envolve muito mais do que viloes insatisfeitos e rituais funebres, e percebe que algumas pistas e descobertas escondem outras verdades, bem diversas das originalmente apresentadas.
Para os fas de filmes de investigacao e para aqueles habituados aos infaliveis metodos dedutivos de Holmes, todo o processo de analise e averiguacao dos fatos pelo detetive e minuciosamente apresentado.
Por meio de narracoes esporadicas e inseridas perfeitamente entre as sequencias, o personagem guia o olhar do espectador para pistas imperceptiveis e constroi todo o fio logico que conduz ao apice da trama.
E impossivel nao bancar o detetive e tentar estabelecer ligacoes entre os fatos, mesmo sabendo que enquanto somos apresentados a uma nova descoberta, a mente de Holmes ja o conduziu ate uma nova verdade.
A arrogancia erudita e o orgulho irritante do personagem de Conan Doyle foram parcialmente deixados de lado e deram lugar ao infalivel charme ingles.
Holmes exala testosterona e, vez por outra, banca o Don Juan e investe na duvidosa Irene (Rachel McAdams).
Seu bom humor vacilante tambem nao foi deixado de lado, mas as piadas acidas e incompreensiveis foram substituidas por brincadeiras mais populares.
Completando de forma pouco usual os tracos de sua personalidade, mas nao perdendo em momento algum o equilibrio do personagem, Guy Ritchie criou um Sherlock Holmes que tambem e eximio lutador de artes marciais e aprimorou o detetive criado por Doyle, que se esforcava para realizar corretamente os movimentos em seus treinos de boxe, e que agora treina golpes certeiros em uma rinha de descamisados.
Seu vigor fisico deve agradar o publico que espera por sequencias de luta e perseguicoes, e que nao se contenta com o uso indiscriminado de racionalismos, logicas e observacoes.
Apesar da mudanca, os socos e pontapes desferidos por Holmes sao calculados e previamente planejados, assim como manda o convencionalismo detetivesco, e o que invalida qualquer critica que aponte a producao como reduto de pancadaria injustificada.
Toda a parte tecnica que envolve as cenas de luta e investigacao e fabulosamente bem produzida, assim como os planos que acompanham a rotina de uma Londres embacada e monocromatica, que nao deixam a trama cair no comum.
Tudo foi planejado para garantir ao filme um ar teatral, quase circense, que ainda conta com uma direcao de arte de encher os olhos e uma trilha sonora agradavel.
Robert Downey Jr. cumpre bem o seu papel e garante naturalidade as variacoes na personalidade do detetive.
Jude Law tambem esta otimo no papel de Dr. Watson, apesar de ter merecido mais destaque na trama, e foi responsavel por notaveis mudancas nas caracteristicas do medico, que agora tambem age como um Don Juan em potencial.
Alem dele, todo o elenco de coadjuvantes desempenha bem suas atribuicoes, com destaque para Rachel McAdams.
“Sherlock Holmes” nao e uma obra prima, e provavelmente nao quer ser tratada como tal.
Sua eficacia esta ao transpor da literatura para o cinema um personagem consagrado por suas caracteristicas tao peculiares e indissociaveis, conseguindo operar mudancas de forma satisfatoria, porem, e notavel, e merece todo o nosso reconhecimento.
Um filmaco, que merece ser visto por todos os fas de cinema.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

The Lovely Bones(Um Olhar do Paraiso) - 2010


Sempre rodeado pela fantasia, Peter Jackson e um diretor dedicado com seus filmes e podemos perceber isso pelo carinho e atencao destinados aos acabamentos e detalhes de suas obras. Adaptando o livro “Uma Vida Interrompida – Memorias de um Anjo Assassinado”, de Alice Sebold, o diretor congrega uma beleza impar a certa tristeza por se tratar de um tema delicado: a morte de uma garota de apenas 14 anos.
A historia comeca com o relato envolvente da vida de Susie Salmon.
Sua familia, os amigos, os prazeres e os amores.
Sua personalidade e explanada em poucas cenas contundentes.
Logo neste inicio, ela ja anuncia que foi assassinada.
Abalados com o desaparecimento da filha, os pais de Susie caem em um poco de dificuldades.
Perdidos em meio a tristeza, cada um deles tenta lidar com a dor da maneira que lhes convem.
A mae foge do fato.
Ja o pai busca justica para esta morte que abalou sua vida.
Enquanto os vivos tentam seguir seus caminhos, a pequena Susie desperta em seu paraiso transitorio, um local lindissimo, aparentemente o ceu que todos almejam para si.
La ela conhece Holly, garota doce que sera sua companheira neste novo mundo onde seus sonhos mais loucos se realizam.
Mas nem tudo sao flores neste universo metafisico onde a garota se encontra. Pesadelos de seu assassinato sao constantes e a dor de seus familiares e sentida por ela.
Sua presenca na terra, ao lado do pai, sera fundamental para que o culpado deste terrivel crime seja revelado.
Visualmente, como era de se esperar, este novo trabalho de Jackson e deslumbrante.
A riqueza de elementos com que “o Paraiso” nos e descrito com certeza se destaca na producao.
Montanhas que deslizam sem peso algum, folhagem de arvore feita de passaros.
Toda uma realidade criada de forma inspirada, lembrando o tambem muito o belo “Amor Alem da Vida”.
Competente tambem na direcao, Jackson parece seguir os passos de diretores consagrados pelo publico, como Spielberg, dando prioridade a suas cenas bem desenhadas, abusando das viagens de camera, mas ao mesmo tempo utilizando-se de angulos inusitados, remanescentes de seu cinema de guerrilha, como “Fome Animal”.
Logo no inicio, em uma das melhores sequencias do longa, o diretor ja mostra seu bom gosto nas escolhas.
Susie esta apavorada, pois seu irmao mais novo precisa ser levado para o hospital e seus pais nao estao em casa.
Ela entao nao pensa duas vezes.
Tira o pano pesado de cima do lindo mustang intocavel de seu pai e sai a milhoes por hora pela avenida.
Cena belissima, trilha sonora de um rock n‘roll irresistivel. Um bom comeco!
O time de atores e bem divido.
A garota Susie e interpretada pela revelacao Saoirse Ronan, atriz que tem no curriculo sua otima interpretacao em “Desejo e Reparacao”.
Como esta garota morta, a jovem atriz se saiu muito bem devido ao seu grande carisma.
A personagem esta, principalmente, atordoada diante desta nova concepcao de realidade.
A tristeza dela realmente comove, tendo em vista as infinitas possibilidades que a vida lhe proporcionaria.
Outro ator que se destaca na producao e Stanley Tucci, interpretando o vizinho esquisitao George Harvey.
Tucci, que esta concorrendo ao Oscar de ator coadjuvante com este papel, costumeiramente segue o caminho da comedia, com papeis sempre muito engracados. Neste caso, as coisas mudaram da agua para o vinho.
Muito mais denso, o ator conseguiu surpreender com um personagem digno de ser lembrado.
Com os cabelos loiros e lentes de contato azul, Tucci esta irreconhecivel.
A lidissima Rachel Weisz esta inexpressiva como a mae Abigail Salmon.
Mark Wahlberg tenta, mas, apesar do esforço, ele nao convence muito com o pai dedicado Jack.
Ele tem bons momentos, mas no geral sua empatia nao e suficiente para conquistar o publico.
Ja Susan Sarandon chama atencao como a avo Lynn.
Muito engracada, a estrela parece estar atuando em outro filme na ocasiao, mas isso nao a deixa deslocada, muito pelo contrario, acaba destacando seu desempenho.
O interessante de “Um Olhar do Paraíso” e que ele traz um tema, de certa forma, incomodo: a morte.
Com diversos elementos sutis, o filme, como ja foi dito, e pensado nos minimos detalhes, e esse e um de seus pontos mais positivos.
Mimos para os fas de Jackson estao em cena tambem, como um poster de certa obra, com o nome Tolkien em letras garrafais.
O proprio Jackson da uma de figurante e aparece em cena.
Procure por ele com uma camera na mao. Bem sugestivo.
“Um Olhar do Paraiso” e um filme que agrada pela beleza utilizada para explorar o tema.
Sem medo de abordar a morte como algo duro, o longa chama a atencao na criatividade das cenas.
Decepciona em certos pontos, principalmente na atuacao de parte do elenco, mas no geral e uma otima opcao de entretenimento.
Uma opcao para assistir com a família

Nota: 9,5

domingo, 31 de janeiro de 2010

The Final Destination (Premonicao 4) - 2009

Um grupo de jovens se diverte assistindo a uma corrida de carros.
Um deles, Nick, comeca a reparar em alguns detalhes estranhos que acontecem ao redor.
Sao rachaduras na estrutura do local, uma madeira quebrada, uma peca de carro que se solta.
E impossivel nao prever o que vai acontecer: o rapaz consegue visualizar um terrivel acidente do qual todos participaram.
Ao tentar avisar, ele ocasiona uma confusao que consegue afastar, pelo menos aquele grupo, do acidente que realmente acaba ocorrendo.
Um inicio nada original que foi simplesmente adaptado nas obras posteriores ao original.
A parti dai, quem assistiu e ate quem nao assistiu aos outros longas ja sabe o que vai acontecer: eles vao ter que escapar da morte.
Exatamente o que previamos. Zero de originalidade.
A direcao de David R. Ellis e deprimente.
Alem de nao acrescentar nada ao longa, ele o deixa bem enxuto e isso nao se deve apenas ao fato de o filme so ter 82 minutos de duracao, mas tambem por nao entrar em harmonia com o roteiro de Eric Bress que, por sua vez, tambem nao ajuda em nada.
Dessa forma, percebe-se que, mais uma vez, ocorre uma valorizacao a um recurso em detrimento de uma perda em outro.
Percebe-se assim que o diferencial do filme de David e a tecnologia 3D, somente.
O que chama atencao no longa e a limitacao da obra, que assume as caracteristicas que a fizeram chegar ate aqui e nao acrescenta quase nada.
Ate o desfecho nao e nada original, ja que sempre se espera algo que possa diferenciar um filme de outro.
O “quase nada” se deve a dois fatores que aqui nao sao descartaveis: uma leve criatividade nas mortes e uma eficiente direcao de arte.
As mortes surgem bem inusitadas. Novos angulos, novas associacoes de atos e objetos formam um interessante jogo em que o espectador possa adivinhar como vai ser a morte, deixando um bom espaco para uma tentativa de brincar com o publico que muitas vezes espera um terrivel acidente e o mesmo nao vem.
Um outro fator que merece ser elogiado e a direção de arte que mistura atraves de desenhos as mortes ocorridas nos longas anteriores com mortes que podem surgir futuramente.
As atuacoes sao as mais descartaveis possiveis.
Ninguem ali parece ser o principal.
Todos mais parecem figurantes nessa historia.
O inexperiente Bobby Campo poderia ate ter se esforcado mais que ainda assim, seu personagem nao surtiria afeito.
E ,assim como neste, ocorreu isso tambem nos filmes anteriores a este.
A tecnologia 3D aqui e o que funciona.
As mortes ganham um destaque e nunca foram tao proximas ao publico que acredita e ate chega a desviar de um objeto que vem em sua direcao.
E para simbolizar a chegada da nova tecnologia a franquia, nada mais criativo do que ocorrer uma explosao dentro de um cinema que, por coincidencia ou nao, tambem e 3D.
Uma boa aposta.
O novo filme da franquia marca a constante tendencia das sequencias de misturar tudo o que deu certo nos filmes anteriores sem se preocupar com o conteudo da obra da vez.
Assim, o enredo deste longa nao se desenvolve e, tao pouco, e aprofundado, ficando na superficialidade tao marcante nas peliculas atuais de um cinema cada vez mais preocupado em atrair multidoes pelos efeitos tecnologicos do que pelo conteudo em si.
Mesmo assim consegue ser melhor que o terrivel Premonicao 3.

Nota:6,5

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

The Fourth Kind (Contatos de 4º Grau) - 2009

Assustar as pessoas no cinema hoje em dia nao e uma das tarefas mais faceis.
O diretor nigeriano Olatunde Osunsanmi teve uma ideia interessante com o filme “Contatos de 4º Grau ( The Fourth Kind)“, que foi misturar filmagens ’supostamente’ reais, com cenas criadas por atores para contar a historia de um evento ocorrido no Alaska, onde diversas pessoas sumiram misteriosamente.
E daqueles filmes que so ‘funcionam’ se voce “entrar na onda”.
Logo no inicio temos a atriz Milla Jovovich falando diretamente com o espectador que interpretara a psicologa Dr. Abigail Tyler, que investigou o caso na cidade de Nome no Alaska e teve fortes revelacoes.
E o filme caminha assim, com as tais filmagens e uma ‘entrevista’ com o que seria essa psicologa verdadeira dividindo em alguns momentos a tela com as cenas recriadas.
Os fatos sao pertubadores e cabe a voce acreditar ou nao em tudo que for apresentado, diz a bela Jovovich antes do filme comecar.
Na trama, atraves de algumas sessoes de hipnose, a Dr. Abigail Tyler percebe que diversos pacientes comecam a ter as mesmas visoes a respeito de uma coruja um tanto quanto sinistra que fica os viajando a noite nao os deixando dormir.
Nao tarda muito e tudo e ligado com abducoes alienigenas.
Enquanto alguns sites tratam de desmentir tais fatos, provando que as tais filmagens reais sao na verdade trabalhos de profissionais, alguns logicamente tratam de confirmar toda a historia.
Sem querer ficar entrando muito no merito de provar que quase nada daquilo e real, o que posso dizer e que a forma como o filme foi concebido, com esta ideia toda, acaba por criar um bom suspense.
E foi para mim o primeiro filme que vi a linda Mila Jovovich, que um dia foi a jovem inocente do “Retorno da Lagoa Azul“, atuar de verdade, sem ficar apenas levando merito por sua beleza e seus dotes.
E num elenco neo muito bom, ela acaba conseguindo se destacar.
Para quem gosta de filmes sobre aliens e casos misteriosos ocorridos mundo afora, esta e uma obra que indico.
Trata-se mesmo de um bom suspense que sabe assustar com quase nada de efeitos especiais, apenas criando tensao.
Claro, se voce nao entrar no clima, assim como aconteceu com algumas pessoas em Atividade Paranormal por exemplo, nao vai ter como se assustar com nada daquilo.
Eu como adoro a mistura suspense + aliens, nao tive muito o que reclamar, gostei do resultado final.
Um filmao, que deveria ter ganhado um pouco mais de atencao.

Nota;8,5

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Whiteout (Terror na Antartida) - 2009

A adaptacao do graphic novel Whiteout, de Greg Rucka, com um suspense de duas tramas paralelas que se complementam a medida que os segredos sao revelados.
A formula e bem basica,nao se reinventa e nao inova.
Mas cumpre tao bem as regras limitadas a que se presta que o resultado termina sendo otimo.
Sob a direcao de Dominic Sena (A Senha: Swordfish), estrelado pela atriz inglesa Kate Backinsale.
E a partir de um acidente aereo, envolvendo uma equipe russa na epoca da guerra fria, que a historia tem inicio.
Ja na atualidade e sem resquicios do conflito, cabe a policial federal americana Carrie Stetko desvendar o homicidio de Weiss, um geologo americano, membro de uma pequena equipe de pesquisa que estuda fragmentos de meteoritos.
Foi o primeiro tipo de ocorrencia na Antartida, sem pistas ou suspeitos aparentes.
Alem de ter o clima como obstaculo, ela tambem luta contra o tempo ja que, em menos de tres dias, a temporada de inverno chegara trazendo consigo tempestades e uma escuridao que durara os proximos seis meses, e ainda o temido whiteout: fenomeno que impede que se distinga a paisagem.
O clima de suspense se eleva com a chegada do investigador da ONU, Robert Pryce, papel de Gabriel Macht.
Baseada na graphic novel de Greg Rucka, Terror na Antartida consegue prender a atencao do espectador do inicio ao fim, lancando mao de artificios comuns a esse tipo de producao como situacoes limites que nos deixam com a certeza da falta total de alternativa.
O interessante e que os dramas sao colocados de forma paulatina, da mesma maneira como as duvidas vao sendo esclarecidas numa corrente crescente de suspense, que surpreende ate os mais viciados neste tipo de longa-metragem.
Na verdade, sao duas historias que devem ser esclarecidas, sendo que estao interligadas.
O que o acidente aereo tem a ver com o homicidio recente? O clima de suspense do longa e agravado pelo desconforto trazido nao apenas pela paisagem branca e gelida, como tambem pela angustia de se estar no meio do nada sem ter a quem recorrer e nem para onde fugir.
E uma historia de superacao de limites.
Parte das gravacoes aconteceu em Manitoba, no Canada, com o intuito de trazer veracidade aos exteriores do polo congelado.
A locacao e fria o suficiente para o elenco e a equipe terem respeito suficiente e genuino por aquele territorio em que nao se define a paisagem, o fenomeno natural que pode literalmente roubar nossos sentidos pelo excesso de luminosidade e pela camada de nuvens baixas.
Terror na Antartida e uma otima diversao para os amantes de filmes de suspense e que precisam de doses elevadas de adrenalina.
O roteiro assinado pelo quarteto Jon Hoeber & Erich Hoeber e Chad Hayes & Carey W. Hayes e bem amarrado e nao deixa grandes furos no desenrolar da historia.
A direcao de Dominic Sena e feita sem exageros e extravagancias que um longa como esse talvez sugerisse.
Vale a pena conferir.

Nota: 9,0

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Public Enemies(Inimigos Publicos) - 2009

"Inimigos Publicos" tem muito em comum com outro grande filme de Michael Mann, "Fogo Contra Fogo", ate mesmo por serem filmes maravilhosos estrelados por grandes atores em papeis antagonicos.
Estamos nos EUA em 1933, em plena epoca da grande depressao.
Os bancos americanos estao executando diversas hipotecas, tomando casas e fazendas por todo o pais, deixando um verdadeiro exercito de desempregadas e desabrigadas.
Nao foi a toa que John Dillinger se tornou um heroi para essas pessoas, roubando das instituicoes financeiras e nao daqueles que estas oprimiam.
E para este homem que Johnny Depp empresta seu carisma e sua figura, sendo um dos varios motivos pelos quais "Inimigos Publicos" se torna imperdível.
A historia do longa mostra Dillinger sendo declarado o inimigo publico numero um dos Estados Unidos pelo lider do FBI, J. Edgar Hoover (Billy Crudup).
Para liderar a caca ao criminoso e apontado o agente Melvin Purvis (Christian Bale), um homem de moral e senso de justica que ve em Hoover um exemplo a ser seguido.
Enquanto isso, Dillinger aproveita a vida, com seu gosto por mulheres, carros e emocoes, seguindo um codigo de honra proprio.
Mesmo se apaixonando pela bela Billie Frechette (Marion Cotillard), ele nao pretende sair de sua "carreira" tao cedo.
Mas, com o cerco sobre si fechando, o criminoso e o agente terao suas existencias alteradas para sempre, gracas aos eventos que comecam a se desenrolar.
Ao contrario de "Fogo Contra Fogo", longa no qual Mann mostrou em detalhes a vida pessoal de seus protagonistas, o foco principal de "Inimigos Publicos" raramente se desvia de Dillinger.
O roteiro, escrito por Mann em colaboracao com Ronan Bennett e Ann Biderman, mostra o seu personagem principal como um fora-da-lei extremamente vaidoso e ciente de carater de suas acoes.
Porem, ao mesmo tempo, o vemos como um homem honrado (de seu proprio modo) e amoroso, colocando-o como o grande heroi da trama, mas nao fazendo de todos os criminosos mocinhos, vide Baby Face Nelson (Stephen Graham), um gangster que tinha Dillinger como exemplo, mas que era um verdadeiro psicopata.
Depp reconhece isso e se mostra tremendamente a vontade no filme, realmente encarnando seu personagem de maneira apaixonada.
Suas cenas com a belissima Marion Cotillard sao incrivelmente tocantes e ambos possuem uma quimica fabulosa, com a atriz mostrando que e bem mais do que uma mera companheira de cena para Depp, mostrando o que faz de Billie "o verdadeiro amor" de Dillinger.
Realmente acreditamos no amor existente entre os dois, algo fundamental para que as motivacoes do protagonista sejam compreendidas pelo publico.
A bela trilha sonora da producao mistura Jazz e tons mais agitados, com estes sendo um amalgama entre Blues e Rock.
Notem os temas orquestrados que chegam a remeter as grandes composicoes de Ennio Morricone para os faroestes de Sergio Leone.
Os fas de Jazz ainda notarao uma pequena ponta da cantora Diana Krall na cena onde Dillinger e Billie se encontram pela primeira vez.
Tao moralmente complexo quanto o seu protagonista, "Inimigos Publicos" mostra que Michael Mann sabe realizar bem mais que simples filmes de acao, acrescentando a eles uma profundidade incomparavel.
Recomendado.

Nota:9,0

sábado, 26 de dezembro de 2009

Avatar - 2009

James Cameron conseguiu unir beleza visual a um conteudo digno de ser lembrado.
Avatar e um classico, e jamais sera esquecido.


A historia e classica e simples, no ano 2154 DC, uma corporativa humana explora minerio em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos tres gigantes gasosos ficticios orbitando Alpha Centauri, a 4.4anos-luz da Terra.
Os humanos tem o objetivo de explorar em Pandora as reservas de um precioso minerio chamado Unobtanium.
Parker Selfridge (Giovanni Ribisi), chefe da operacao mineradora, emprega ex-soldados e ex-marinheiros como mercenarios.
Pandora e habitado por uma especie indigena paleolitica de humanoides chamada Na'vi.
Medindo quase 3 metros de altura, com caudas, ossos naturalmente reforcados com fibra de carbono e pelo bioluminescente, os Na'vi vivem em harmonia com a natureza e sao considerados primitivos pelos humanos.
Eles veneram uma deusa chamada Eywa.
Os humanos nao sao capazes de respirar na atmosfera de Pandora, a qual e rica em dioxido de carbono, metano e amonia.
Alem disso, nao tem uma convivencia pacifica com os Na'vi por nao entenderem sua cultura de venerar a natureza.
Os pesquisadores humanos coordenados por Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver) criaram o programa Avatar, hibridos humano-Na'vi geneticamente modificados.
Um humano que compartilhe material genetico com um Avatar e mentalmente ligado e pode se conectar atraves de conexoes neurais que permitem o controle do corpo do Avatar.
E entao que entra Jake Sully (San Worthington), fuzileiro paraplegico.
O irmao gemeo de Sully fazia parte do projeto da Dra. Grace, mas morreu pouco antes de experimentar seu avatar.
Como os irmaos possuem semelhancas biologicas identicas, Sully assume este avatar, mesmo sem nenhum treinamento anterior.
Ele nao conhece a lingua e nem os costumes dos Na’vi, e parte as cegas, e um dos principais motivos disso e a possibilidade de poder andar novamente.
O soldado Sully e visado pelo Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), milico cicatrizado brucutu que comanda os servicos de seguranca particular da RDA.
Um exercito de mercenarios do ceu e da terra.
Ele ordena que Sully se infiltre na tribo, ganhando confianca, para assim tirar informacoes preciosas para Parker Selfridge, lider maximo da operacao no planeta e verdadeiro mercador da morte.
Claramente que Sully vai sofrer de um complexo de identidade, pois afinal, um paraplegico que volta a andar e atraca em um planeta empolgante, encontra um povo sabio e coeso, que vive uma ligacao inexplicavel com sua floresta, que e a arrasadoramente bela… Isso seria obvio.
Devemos lembrar que ele e um fuzileiro americano, mas seria demais para qualquer um.
Tecnicamente falando, o mais positivo de “Avatar” e o planeta Pandora.
Tendo o gene da beleza em sua evolucao, a criacao do planeta e tao rica em detalhes que fica impossivel de citar aqui.
Diversas especies de flora e fauna foram desenvolvidas com inspiracao, assim como uma linguagem propria dos habitantes.
Seres lindos e assustadores, criveis, como uma realidade paralela.
Durante a noite tudo se ilumina, algo parecido com uma floresta de neon.
Como a Dra. Grace explica, sao mais de um trilhao de arvores, e neste mundo tudo se conecta por algo que pode ser comparado a um cabo USB que os Na’vi possuem em seu cabelo. Informacoes podem ser guardadas em certas arvores.
Uma evolucao que desafia a logica. “Sao mais conexoes que o cerebro humano”, cita a doutora. Realmente um panorama muito criativo.
E impressionante pensar que toda a selva e computacao grafica.
Em certos momentos vemos solidos e enormes pedacos de terra flutuando em uma area com gravidade alterada, isso com certeza soa de forma inconcebivel, mas dentro da floresta e tudo tao perfeito, que mais parece alguma floresta tropical do que algo digital. E realmente arrasador.
Cameron criou artificios especiais para o longa.
O 3D e feito com apenas uma camera – normalmente e feito com duas – e tambem criou um monitor magico que transforma os atores automaticamente em seus avatares digitais, tendo o resultado final na hora.
A captura de movimento esta seis vezes aumentada e mesmo com rostos totalmente diferentes (olhos e narizes maiores, pescocos maiores e por ai vai), podemos perceber vividamente a interpretacao dos atores, seus olhares e feicoes nos personagens.
Os efeitos sonoros e a trilha incidental tambem marcam sua presenca de forma excelente.
As composicoes tem como base o fundo orquestral, mas passeiam por diversos elementos diferentes, como a musica eletronica.
O plot e simples: O bem contra o mal, uma historia de amor cheia de problemas, consciencias pesadas e atitudes honradas no final.
Mesmo contendo alguns “cliches”, herdados, por exemplo, de filmes como “Star Wars”, “Avatar” consegue passar sua mensagem muito bem, mostrando todos os beneficios de um povo que cuida de sua mae (a natureza), ao inves de enterra- la (como nos).
Todo o desenrolar dos ensinamentos abordados no filme sao a melhor forma de apresentar o planeta e seus personagens, alem de sempre ser interessante ver alguem aprendendo ou descobrindo algo fantastico.
Os atores tambem se destacam, em especial Zoe Saldana, que desaparece dentro de sua Neytiri. Ela entrega uma interpretacao visceral mesmo nao mostrando o rosto (pelo menos o real) em momento algum.
Sam Worthington tambem e um otimo ator. Seu Jake Sully e cativante e rapidamente ganha a torcida do publico.
Dosando muito bem o drama que ha em seu personagem, todas suas escolhas e atitudes demonstram uma evolucao natural de personalidade, de forma pura e simples.
E o que falar de Sigourney Weaver? Trabalhando novamente com Cameron (a primeira parceria foi em “Aliens 2”), ela mostra tamanha afinidade com o longa que nem parece se esforcar para ser bem sucedida.
No time de coadjuvantes temos a enfezada Michelle Rodriguez como a piloto de helicoptero Trudy Chacon.
O ja citado Giovanni Ribisi encarna o capitalista mercador da morte Parker Selfridge, um personagem facil de cair na mesmice, mas que faz Ribisi dar um show.
Joel Moore faz o nerd gente fina Norm Spellman.
Wes Studi, o ator indigena que fez “O Ultimo dos Moicanos” de Michael Mann, interpreta o sabio e digital Eytukan, enquanto Stephen Lang alcanca toda a alienacao perigosa do Coronel Quaritch. E finalizando temos o otimo Dileep Rao, ator que tem em seu curriculo o inusitado Rham Jas de “Arraste me para o Inferno”, ele interpreta o solidario Dr. Max Pate.
“Avatar” realmente sera lembrado.
James Cameron novamente chama a atencao e agora seu tiro e muito mais perfeito do que “Titanic” ou mesmo a franquia “O Exterminador do Futuro”.
Ele literalmente criou um universo tao palpavel e real que temos o planeta Pandora como um lugar a ser visitado, e nao uma ilusao de computador.
Entao fica a dica de um fim de semana memoravel em 3D IMAX.
Aparentemente, a formula atual de James Cameron vem funcionando, ideias simples com embalagens belissimas.
E ver para crer, algo que voce nunca mais ira esquecer!!


Nota = 10,1

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Where The Wild Things Are(Onde vivem os monstros) - 2009

Where the Wild Things Are (Onde Vivem os Monstros) e dirigido por Spike Jonze, adaptacao do livro infantil de mesmo nome escrito por Maurice Sendak. O filme e uma mistura live-action e animacao CGI.
Esse longa vai ficar marcado para mim, esse ano me tornei pai e talvez por isso esse filme fez tanto sentido para mim.
O enredo e bem simples Max e um garoto que sempre faz muitas travessuras.
Certa vez quando passou dos limites, sua mae o mandou ao quarto de castigo e sem jantar. Entao, ele vai parar em uma floresta misteriosa habitada por monstros falantes.
La, Max vira uma especie de "rei" para as criaturas.
E ira compartilhar a alegria e o medo, e ao mesmo tempo crescer.
Inicialmente Where the Wild Things Are seria um filme da Universal Pictures, porem alguns problemas entre a Universal e o diretor fizeram com que Jonze mudasse para a Warner Bros.
Um belo filme, senti o tanto que foi bom ser crianca, algo que nao sentia desde o maravilhoso ¨Ponte para Terabitia¨.
Recomendado.

Nota=9,0




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Surrogates (Substitutos) - 2009

O longa comeca em meio a estetica instigante e trama envolvente, o filme cativa inicialmente pela natureza de seu conceito arrebatador.
O mundo futuristico retratado aqui e, recheado de implicacoes morais das mais interessantes, vai construindo uma realidade palpavel e subversiva.
Toda aquela atmosfera inicial pungente, porem, incontestavel em qualquer grande filme de ficcao-cientifica, e quase totalmente desperdicada quando o longa aciona o piloto automatico.
Dai em diante, e ladeira abaixo.
E, ate o desfecho, o maximo que pode ser extraido da obra e diversao gratuita, o que e frustrante para um projeto que, em sua meia-hora inicial, provocava os mais sensacionais dos questionamentos em seu detalhamento sobrio de um futuro desumano.
O filme e baseado na graphic novel de Robert Venditti e Brett Weldele, e traz em seu enredo uma especie de conto futuristico que lembra muito os trabalhos realizados pelo mestre do genero Philip K. Dick, que por sua vez ja foi exaustivamente adaptado para os cinemas.
Os creditos iniciais do longa situam o espectador na historia: com o avanco tecnologico, foi engenhada uma forma para que os humanos se protejam do mundo de fora.
Foram criados clones roboticos que, podendo ser controlados por dentro do conforto de casa pelos humanos, funcionariam como substitutos dos mesmos ao encarar o mundo de fora.
Os robos surgem como representacoes perfeitas dos mesmos, personalizados mediante a situacao financeira do ser, e comecam a popular um mundo em que o crime, o medo e a dor deixam de existir.
Isso explicado, a trama de “Substitutos” engrena quando o primeiro assassinato em muitos anos abala o departamento de policia.
Somos introduzidos entao ao detetive Tom Greer (Bruce Willis), que lidera a investigacao do crime que, em sua intensidade, pode provocar consequencias devastadoras para a utopia que vem sendo idealizada com o surgimento dos substitutos.
Ai o longa entra no automatico, e da para saber certinho o que ira acontecer na proxima cena.
Uma pena, ja que o filme poderia ser uma grande obra, se amarrase certinho as pontas.
Um divertimento passageiro e nebuloso, sem uma composicao conclusiva ou mensagem provocativa.
Com o material que tinha em maos, e um filme que deveria mandar o espectador para fora arrepiado.
Mas, com sua falta de ambicao, se contenta com seus belos efeitos especiais e otimas sequencias de acao , diluindo o que poderia ter sido uma discussao eletrizante sobre o valor da humanidade e o desgaste de um mundo afundado na perdicao da tecnologia.
O que “Substitutos” falha em desenvolver, a animacao “Wall-E” incitou em meros minutos.
Vale por ser bonito, agitado, mas daqui a uns meses ninguem vai se lembrar mais.

Nota - 6,5

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Inglourious Basterds (Bastardos Inglorios) - 2009

"Acabei de fazer minha obra-prima". E com esta frase que Quentin Tarantino termina seu mais novo filme, "Bastardos Inglóoios". Seja como for, tal afirmacao empalidece perante o fato de que este e um dos trabalhos mais divertidos do cineasta.
Mesmo sendo um filme que se passa durante a Segunda Guerra Mundial e enfocando o conflito, o longa e uma fabula de acao ambientada durante o periodo do conflito entre os Aliados e as forcas do Eixo.
Tanto e que o primeiro capitulo da fita e intitulado "Era Uma Vez, Numa Franca ocupada pelos Nazistas", ja escancarando que realismo nao vai ser com esta producao.
Sim, primeiro capitulo. Seguindo a tradicao tarantinesca, a pelicula e dividida em capitulos, intercalando segmentos focados em seus nucleos principais.
A trama nos mostra duas trajetorias de vingança (tema recorrente na filmografia do cineasta) que se encontram em um explosivo climax.
De um lado, temos a sofrida Shosanna Dreyfus (Melanie Laurent), uma judia francesa que teve sua familia massacrada durante a ocupacao nazista pelo Coronel Hans Landa (Christoph Waltz). Do outro, esta o grupo de soldados americanos judeus que da titulo ao filme, uma pequena unidade de guerrilha e exterminio do exercito, liderada pelo sulista Tenente Aldo Raine (Brad Pitt).
Adotando uma nova identidade apos a morte de seus parentes, Shosanna se torna dona de um cinema parisiense.
Gracas a paixonite do ascendente soldado alemao Frederick Zoller (Daniel Bruhl) por ela, a grande premiere do ultimo filme panfletario de Goebbels (Sylvester Groth) se dara no cinema da jovem.
Com a presenca de todos os figuroes do partido em um local so – incluindo o proprio Adolf Hitler (Martin Wuttke) – a ocasiao torna-se a oportunidade perfeita para explodir o comando nazista e encerrar a guerra de uma vez por todas, plano tracado pelos Bastardos e pela propria Shosanna, sem um ter conhecimento do outro.
No meio desses dois nucleos, surgem os maiores viloes da cultura pop dos ultimos sessenta anos, os nazistas.
Como se trata de uma fabula, os alemaes nacionais-socialistas nao sao tratados com a mesma densidade que em obras como "A Queda!", pelo contrario.
Salvo excecoes, temos viloes estereotipados e afetados, que devem ser ruins ate os ossos, malignos, preconceituosos… Enfim, a encarnacao de tudo o que e mau neste planeta.
Fica obvio o porque de Tarantino ter realizado este seu epico de guerra com este conflito, afinal este e o ultimo que ainda permite uma leitura maniqueista sem parecer panfletaria.
Desse modo, surge o melhor vilao da historia recente do cinema, o brilhante detetive Coronel Hans Landa.
Vivido com um talento e vontade incriveis pelo ator Christoph Waltz, Landa e um homem extremamente perceptivo, maquiavelico e sem escrupulos.
Nao se trata de um mero soldado, mas de alguem que nao para ate atingir seus objetivos. Conhecido como "O Cacador de Judeus", Landa tem como suas melhores armas uma mente afiada e palavras cuidadosamente escolhidas para deixarem seus inimigos em posicoes psicologicamente debilitadas e propicias para um bote fisico.
Tal habilidade, em um filme de Tarantino, e extremamente relevante. Ora, nas obras do diretor – e esta nao e uma excecao – as palavras agem como balas. Sim, a violencia fisica esta presente no filme (e de maneira bastante grafica), mas sempre como uma consequencia logica da acao dos dialogos.
Este e o diferencial de Quentin Tarantino em relacao a maioria dos outros cineastas. Deste modo, Waltz se qualifica como um verdadeiro achado para o realizador, pois consegue com que os dialogos de Landa soem, ao mesmo tempo, respeitosos, sedutores e extremamente ameacadores.
Alem disso, temos a insercao de um elemento tragico na narrativa, algo que foi experimentado por Tarantino na saga "Kill Bill". Assim como Beatrixx Kiddo, Shosanna Dreyfus e uma mulher que passou por um trauma extremamente forte, colocando-a em uma rota vingadora, com a bela Melanie Laurent imprimindo muito bem o sofrimento da dona de cinema na tela, bem como seu esforco para se manter escondida bem a vista dos nazistas.
Nao e a toa que uma das melhores cenas de "Bastardos Inglorios" e um dialogo entre a jovem e Christoph Waltz. So mesmo Tarantino para transformar o pedido de uma sobremesa em um restaurante em uma das cenas mais tensas do ano.
Os herois Bastardos, eles tambem tem seu espaco. Embora Waltz praticamente roube o filme com seu Coronel Landa, os anti-herois ainda possuem bastante espaco na narrativa.
Brad Pitt diverte o publico como o carismatico Aldo Raine. Com um sotaque sulista hilario, alem de trejeitos expansivos bastante obvios, bem como uma moral bem particular, Raine e o lider perfeito para o seu time de malucos.
Dentro de sua trupe, destaca-se o doentio Donny Donowitz, vivido pelo agora ator Eli Roth, que finalmente encontrou uma valvula de escape para si que nao seja os seus filmes gore.
Ainda vale a pena falar do brutamonte Hugo Stiglitz (Til Schweiger), que ganha para si um parentese na narrativa, bem como do baixinho Utivich (B.J. Novak), que tem um pouco mais de espaco no ato final da projecao.
Tarantino declara mais uma vez seu amor a Setima Arte.
Com tomadas elegantes e um ritmo de edicao maravilhoso, o diretor se da, sim, o direito de ser um tanto quanto auto-referencial e arrogante (vide a frase com que encerra o filme).
Equilibrando diversao e emocao, alem de mandar o espectador para casa com um sorriso meio culpado e muito cartase, "Bastardos Inglorios" pode nao ser a obra-prima de Tarantino, mas e uma das melhores fitas do ano e conta com um dos mais deliciosamente malignos viloes da ultima decada.
Recomendado!

Nota - 10

domingo, 22 de novembro de 2009

2012 - 2009

Quem de nos nao se diverte com um bom apocalipse?
Parece que e algo inerente da raca humana gostar de ver o grande circo da civilizacao pegando fogo, pelo menos na ficcao.
E o alemao Roland Emmerich se tornou uma especie de especialista nesse filao, tendo em seu curriculo “Independence Day”, “O Dia Depois de Amanha” e agora este “2012″.
Escrito pelo proprio Emmerich em parceria com o austríaco Harald Kloser (com quem ja havia cometido o terrivel “10.000 a.C.”), o filme pega carona nas teorias de que o nosso planeta seria alvo de uma grande mudanca em 21 de dezembro de 2012, algo sugerido pelo fato de o calendario maia acabar exatamente neste dia.
Comecando em 2009, o longa nos apresenta ao idealista cientista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) descobrindo que o apocalipse esta realmente vindo, por conta da influencia de atividades solares.
Alertando rapidamente ao governo do Presidente americano Thomas Wilson (Danny Glover), misteriosos preparativos para a catastrofe comecam a ser feitos, sob a administracao do frio Carl Anheuser (Oliver Platt).
Paralelamente, acompanhamos o drama de Jackson Curtis (John Cusack), um escritor fracassado e divorciado que tenta salvar sua familia da devastacao iminente, sendo ele responsavel pelo classico “olhar humano” das narrativas dos filmes catastrofes e sendo do ponto de vista dele e do maluco por conspiracoes Charlie (Woody Harrelson) que as pessoas comuns acabamos por descobrir o grande plano do(s) governo(s).
Nesse tipo de producao, os atores costumam ser secundarios no espetaculo, com os efeitos especiais e as cenas de destruicao sendo o prato principal.
Bom, com US$ 200 milhoes investidos no filme, Emmerich cria algumas cenas espetaculares e de tirar o folego, mostrando porque e o maior expoente desse genero em atividade.
As cenas de destruicao sao bastante interessantes, com diferentes locais do mundo fazendo ao menos uma ponta nestas (o Rio de Janeiro aparece por uns dez segundos, ao contrario do que parece no poster).
A cena mais impressionante, e a fuga de Los Angeles, uma sequencia de tirar o folego que ficara marcada como uma das mais emocionantes do ano.
Longa, dinamica, bem realizada e bastante condizente com a cidade californiana.
A duracao de quase tres horas do filme e bem contornado pelas cenas de acao, que faz voce nem notar que ja se passaram todo esse tempo.
Se este for realmente seu ultimo filme do genero, podemos dizer que o alemao sai bem de seu trono de cineasta da devastacao.
Bom os efeitos especiais nao preciso falar nada, e simplesmente fantastico.
Outra coisa interessante foi 'calar' a trilha sonora na hora das cenas de destruicao, para deixar elas falarem por si proprias.
No final das contas, 2012 acaba sendo o filme mais divertido do ano, esqueca Transformers, Knowing em questao de diversao 2012 e o filme.

Nota:9,0

sábado, 14 de novembro de 2009

Ha Nove Anos "Requiem Para Um Sonho".

De tempos em tempos, em espacos esporadicos, surgem obras que marcam o cinema, que traduzem sentimentos e fazem com que voce encare fatos cotidianos com outros olhos.
Uma dessas obras e o genial “Requiem para um Sonho”.
E absolutamente incrivel como esse filme causa impacto e faz com que voce reveja seus conceitos sobre drogas, sejam elas licitas ou ilicitas, palpaveis ou abstratas, visiveis ou psicologicas.
Voce pode me perguntar ‘Mas existem tantos filmes que expressam muito bem o universo de um viciado. O que este tem demais? E eu lhe respondo: ‘Este e O filme sobre drogas e as consequencias que elas acarretam em nossas vidas’.
Todos os personagens sao, acima de tudo, sonhadores.
Sara Goldfarb (Ellen Burstyn) e uma viuva aposentada que passa o dia todo assistindo TV.
Tudo vai indo bem ate que ela recebe um telefonema: do outro lado da linha uma pessoa se identifica como funcionaria do seu programa de TV predileto, o "Tappy Tibbons Show". Sara e entao avisada que ira, em breve, participar do programa.
Entao a viuva coloca um objetivo em sua mente: ira emagrecer para entrar num vestido que usou na formatura de Harry (Jared Leto), seu filho e que agradava tanto seu falecido marido.
Concomitantemente Harry tenta juntar dinheiro para vencer na vida, juntamente com sua namorada Marion (Jennifer Connelly), que sonha em ter uma grife propria e seu amigo Tyrone (Marlon Wayans, sim, o mesmo de “Todo Mundo em Panico”).
Sonhos a parte, o meio que eles escolheram para realiza-los e extremamente arriscado: eles resolvem vender heroina.
Com uma historia dessas o diretor Darren Aronofsky (o mesmo do cultuado “Pi”) criou um filme poderoso, forte, direto e essencial para qualquer jovem que se aventure a viver neste mundo cao.
Nos EUA o filme nao foi entendido.
Em vez dos gringos torna-lo obrigatorio em qualquer campanha antidrogas, eles o taxaram com a classificacao NC-17 (destinado para filmes que so ficam abaixo dos pornos, no quesito ‘destruidor de valores morais e com cenas de sexo’).
Tenho que admitir que nunca um filme me causou tanto impacto, seja pela montagem frenetica, seja pela tendencia crescente ao caos ou pelas interpretacoes viscerais.
E, como todo bom entendido acerca do tratamento que as artes dao sobre as ‘vitimas’ deste assunto, fui assistindo ao filme sabendo que nada ia terminar bem.
Mas nunca, em hipotese alguma, poderia imaginar o nivel de insanidade e de choque que ele outorga para nos.
Dos personagens e, consequentemente, das atuacoes, so tenho elogios a fazer.
Ellen Busrtyn e a minha preferida, a mais cativante e a mais chocante.
Ao vermos o fim de sua historia e impossivel nao se sensibilizar e se perguntar ‘Como foi que essa mulher conseguiu chegar a este ponto?’. Ela e a perfeita projecao da morte e da degradacao humana, corporal e psicologica.
Ja Jared Leto nao fica atras, conhecemos um Harry altamente sonhador, que quer mostrar para sua mae o quao ele pode ser bom e faze-la feliz.
Novamente sua caracterizacao no termino do filme e de deixar qualquer um, desde os mais insensiveis aos que choram ate com inauguracao de supermercado, com um no na garganta.
Os outros dois do quarteto principal tambéem nao deixam a desejar.
Jennifer Connelly e Marlon Wayans elevam ao supra-sumo da perfeicao e da contra-propaganda na arte sobre drogas.
Um dos grandes erros da historia, com certeza, foi cometido com a premiacao do Oscar de Melhor Atriz para a “apenas correta” Julia Roberts, ao inves dele ter sido entregue a Ellen Burstyn.
Mais uma vez o Oscar se mostrou altamente politico e influenciavel pelos egos inflados que habitam por aquelas bandas.
Quanto a trilha, edicao e direcao de arte, o filme e, redundantemente, fenomenal.
A musica que permeia os 102 minutos da pelicula e de uma sensibilidade impar.
Transpassa sentimentos e sensacoes que, sem a execucao da mesma, dificilmente seria captado com tanta poeticidade.
Nervosa em dado momento e sublime em outros, ela deixa de ser apenas um ‘efeito estilistico’ para se tornar um personagem que faz diferenca dentro do longa.
A obra de Aronofsky vive no submundo, no inferno que e a vida de um viciado.
A calma e a tranqüilidade de um dia fatidico vai se degradando a cada frame.
Os sonhos vao sendo desconstruidos, e quando nos damos conta, tudo ja foi por agua abaixo.
Nao adianta mais reclamar.
Nao adianta mais chorar.
A morte, o desespero e a solidao ja se apoderaram de nos.
Triste, muito triste.
Mas tambem, muito verdadeiro e pungente.
Esqueca tudo que voce ja viu sobre a vida fazer sentido, ser justa e que no fim sempre termina bem.
“Requiem para um Sonho” se propoe ser um retrato da nossa sociedade doente e sadica, que cada vez mais e marcada pelo individualismo.
Degradacoes de valores, cenas de sexo, consumo de drogas e sonhos embalados por requiens e o que vemos no filme.
E porque nao, na vida.
Pessimismos a parte, assista a esse filme e fique maravilhado com o que o cinema pode proporcionar a voce, seja homem ou mulher, viciado ou nao, crianca ou adulto.
E, assim como “Dancando no Escuro”, “Dogville” e “Distrito - 9”, este filme fara voce ter uma opiniao formada com a subida dos creditos.
Seja ela contra ou a favor.
E, acredite, voce vai te-la.


Nota:10

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Joe Johnston fala sobre Jurassic Park 4

O site Ain’t Cool News teve a oportunidade de falar com o diretor Joe Johnston (”Jumanji“) durante as filmagens de “The Wolfman” sobre os seus projetos futuros, incluindo o tao aguardado “Jurrassic Park 4“, que cada vez mais acumula rumores ao seu redor, sem muita coisa de concreto.
“Bom, existe uma grande historia para o quarto filme que eu estaria interessado em participar e nao e nada parecida com os tres primeiros. E como se levasse toda a franquia para uma nova direcao, que e o unico jeito que eu gostaria de estar envolvido”, disse Johnson, que tambem dirigiu o terceiro filme.
O diretor adicionou que se ele estiver mesmo a frente do trabalho, ele gostaria de fazer uma nova trilogia “Jurassic Park”, e os filmes nao seriam com pessoas voltando a tenebrosa ilha povoada por dinossauros da trilogia original.
“Porque alguem voltaria aquela ilha? E dificil o bastante de encontrar uma razao para isso no segundo e no terceiro filme. Mas eu tiraria isso em uma nova trilogia. Eu acho que nos estamos em um ponto onde nos estamos em um novo caminho para um novo filme”, falou.
Alem de “The Wolfman”, Johnson esta cotado para dirigir tambem filme da Marvel Studios que deve ser lancado em 2011.
Ja “Jurassic Park IV”, embora amplamente discutido e envolvido em boatos, ainda nao tem previsao para iniciar os trabalhos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Zombieland - 2009

Assim como 'Shaun of the Dead' ou Todo Mundo Quase Morto (Pessimo titulo em portugues),
Zombieland consegue ser diversao sem compromisso, com direito a boas risadas.
O longa mostra a historia de alguns sobreviventes que tentam sobreviver em um mundo infestado de zumbis sedentos de sangue.
Columbus(Jesse Eisenberg) costuma fugir de tudo aquilo que o assusta, principalmente de pessoas, dizendo que costumava tratar as pessoas como zumbis, mesmo antes de serem zumbis.
Ja Tallahassee(Woody Harrelson) nao tem medo de nada.
No mundo repleto de zumbis os dois sao a dupla perfeita de sobreviventes.
Com uma otima quimica entre os atores, e um roteiro exuto, o longa e diversao pura para quem gosta do genero.
A boa sacada do longa e que ao inves dos zumbis se arrastarem, eles correm pra valer.

Nota: 8,5

domingo, 1 de novembro de 2009

Michael Jackson’s This Is It

Apos a morte de Jackson, o mundo pode conhecer a real importancia que ele tinha nao so como cantor, mas como uma pessoa, ele e o Rei do pop, Rei das vendagens, Rei das noticias. Rei.
O diretor do espetaculo, Kenny Ortega, nao precisou se esforcar muito, ja que Michael parece estar se preparando para sua despedida.
E estava, o que ele nao imaginava e que a despedida nao era apenas dos palcos, mas tambem da vida.
Assim, a obra e toda envolvida por um sentimento de despedida e, em alguns momentos, de nostalgia quando lembramos que algumas daquelas musicas fizeram parte de nossas vidas.
E impressionante como um fato tragico e uma boa edicao conseguem envolver ate quem nao e tao fa do astro.
A trilha sonora e sem duvida o principal atrativo do documentario.
E contagiante ver cada musica cantada pelo astro, seja nas ineditas como “This Is It” que da nome ao documentario, seja nas ja bastante conhecidas como “I’ll Be There” e “Thriller” a vontade e de ficar de pe e cantar como se fosse um show.
A cada musica e uma emocao diferente e parece ser uma contagem regressiva.
A emocao vem quando paramos para perceber como aquele artista foi uma figura unica em todos os sentidos.
O inicio do documentario mostra os dancarinos falando da emocao de estarem perto do astro.
O principal momento deste inicio e o surgimento do astro que empolga ate os acompanhantes dos fas.
Logo em seguida, comecam os ensaios. e o filme cai em uma lentidao.
Isso muda quando nos damos conta que a sessao esta perto do fim.
Ai novamente somos tomados pela emocao.
A edicao tem um papel fundamental neste trabalho.
Ela e quem delineia o ritmo e a ordem das sequencias que mesclam imagens capturadas por diversas cameras que registraram os ensaios e outras imagens que fazem parte dos clipes das musicas apresentadas.
Existem obras em que as falhas podem trazer algo novo.
E o que acontece aqui.
Algumas falhas visuais ou no proprio som traduzem bem o ambiente do qual os ensaios estao contextualizados.
A diferenca de qualidade visual de algumas imagens de tao gritantes podem ser vistas como algo experimental que se observarmos de uma outra forma, veremos que elas representam os pontos altos e baixos da carreira do artista.
Dessa forma, pode-se dizer que no longa quase nada e descartavel.
Depois de quase duas horas, encerra-se o ultimo show de Michael Jackson.
Um show que so pelos ensaios deu para perceber como iria encantar e novamente revolucionar o mundo da musica.
Uma pena que a morte nao escolhe o momento, ja que se pudesse escolher, esta sem duvida nao seria a hora dele.
O Rei do pop ganha um filme medio, mas que traduz muito bem o sentimento que ele deixou para o mundo.
Algo que so um artista especialmente unico poderia trazer.
Este e ele.
Emocionante e comovente.
Recomendado.

Nota:10

sábado, 31 de outubro de 2009

Let The Right One In (Deixe Ela Entrar) - 2007

“Deixe Ela Entrar” e uma producao sueca de 2007 que trata do relacionamento entre uma criatura da noite e um jovem ser humano, lidando com este batido tema com extremo respeito aos mitos vampirescos e ao espectador.
Nao e segredo para ninguem que eu odeio “Crepusculo”.
Sou fa de historias de vampiros, por isso senti que alguem tinha enfiado uma estaca no meu peito a cada subversao do mito dos sugadores de sangue que aparecia naquele abacaxi cinematografico.
Pela semelhanca de tema entre os dois filmes, ja comecei a assistir a este “Deixe Ela Entrar” com os dois pes atras.
Ao contrario da rotina adotada pela ja citada bomba e pela otima serie “True Blood”, aqui temos um menino de 12 anos se apaixonando por uma vampira que tambem tem a mesma idade, mas ha bem mais tempo do que ele imagina.
A fita e baseada no livro homonimo de John Ajvide Lindqvist (publicado originalmente em 2004), com o proprio escritor assinando o roteiro da producao.
A historia e centrada em Oskar (Kare Hedebrant), um solitario e timido garoto que e atormentado por seus colegas de classe.
Certa noite, ele ve um homem e uma garota se mudando para o apartamento ao lado.
A menina, de nome Eli (Lina Leandersson), e tao reclusa quanto ele e, em meio a curtos dialogos travados no frio playground do condominio, nasce uma amizade entre os dois, uma relacao que mudara seus destinos para sempre.
Enquanto isso, estranhas mortes passam a ocorrer na localidade onde eles vivem, colocando um morador local no encalco dos responsaveis.
Desde seu inicio, “Deixe Ela Entrar” ja mostra que, apesar de ter elementos mais acucarados em seu roteiro, estes nunca irao sobrepujar o plot geral, mais voltado para o suspense.
Cenas de violencia nao sao raras, sempre com sangue abundante e uma violencia em nivel consideravel.
Os ataques que ocorrem sao brutais e nao esperem o tipico “politicamente correto” dos longas hollywoodianos.
Interessante notar que, logo apos sugar o sangue ser consumido, o protocolo vampiresco da trama dita que o pescoco da vitima deve ser quebrado para evitar o surgimento de mais um ser imortal.
Nao se trata o vampirismo com glamour, mas como uma doenca.
No filme, se mostra que a existencia como um desses seres imortais e extremamente dolorida e solitaria, uma verdadeira maldicao.
Nao esperem vampiros brilhando feito purpurina sob a luz do sol, com as fraquezas dessas criaturas lendarias sendo tratadas de um modo extremamente respeitoso.
A ambientacao da historia em uma cidade sueca branca e gelida e bem aproveitada pela belissima direcao de fotografia, dando um toque desolador a fita, que chega a lembrar o otimo visual de “30 Dias de Noite” por algumas vezes.
Em ambientes externos, ha uma sensacao de insignificancia em relacao ao todo.
Ja entre quatro paredes, a claustrofobia impera.
Os jovens atores possuem uma quimica incrivel, que torna ate possivel relevar o unico grande problema do roteiro, que e a batida cena na qual Eli diz que nao pode ser amiga de Oskar.
Tal dialogo, que tambem existe em “Crepusculo”, e um problema ja que o filme se desenvolve justamente com a amizade dos dois que sabemos que vai acontecer.
Mas, em meio a tantos acertos, este escorrego acaba sendo um mero detalhe.
Trabalhando a alegoria da adolescencia com bem mais sensibilidade e preparo do que a franquia criada por Stephenie Meyer, “Deixe Ela Entrar” da o seu recado sem esquecer de respeitar os dogmas dos bons filmes de vampiro.
Esta pequena grande historia merece ser conhecida pelo publico.

Nota: 10

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Paranormal Acticity (Atividade Paranormal) - 2009

Estamos em um ano bem criativo, depois da animacao 9 e do fantastico District 9, esse Paranormal Activity consegue ser original, apavorante e ao mesmo tempo brilhante.
Quem se lembra do tanto que gritamos em 1999 com a Bruxa De Blair? bom esta ai 10 anos depois outro filme pra te deixar no minimo 'encabulado'.
E rarissimo que um filme va subindo aos poucos na relacao de maiores arrecadacoes do fim de semana nos Estados Unidos.
Mais raro ainda que o faca depois de ter estreado ha um mes.
Pois foi exatamente isso o que o filme de terror Atividade Paranormal (Paranormal Activity), sensacao de festivais independentes do genero nos EUA e rodado com apenas 15 mil dolares, conseguiu.
Com seu circuito ampliado para 2 mil salas - e apoiado por redes sociais e divulgacao online, o filme ja e um dos mais lucrativos da historia do cinema, arrecadando ate aqui 62,5 milhoes de dolares!
O estreante Oren Peli escreveu e dirigiu o longa em 2007, baseado em suas proprias experiencias com barulhos estranhos quando se mudou para uma nova casa com visual que evidentemente remete a estetica Bruxa de Blair.
A historia mostra um jovem casal, interpretado por Micah Sloat e Katie Featherstone, que, como diz o titulo, presencia atividades paranormais em sua casa, principalmente a noite, tudo comeca com apenas alguns barulhos, para se encaminhar a um final maestral e chocante.
Com certesa um dos filmes mais assustadores dos ultimos anos.
Recomendado.

Nota:10

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

9 (9 – A Salvacao) - 2009

“9 – A Salvacao” ja tem inicio com algumas explicacoes sobre a trama.
Acompanhamos o nascimento do personagem-titulo, ainda sem o dispositivo de fala acionado, mas ja exalando coragem e atitude.
O numero nas costas o identifica, o que indica que ele nao e o unico brinquedo da mesma natureza a ter adquirido vida.
Logo na sua primeira incursao pelos terrenos devastados da regiao, 9 conhece 2, boneco bem mais velho e experiente do que ele, assim como uma grande maquina cheia de garras e de furia sem igual.
Ambos sao atacados e 2 acaba sendo capturado pela chamada “Fera”.
Posteriormente, os caminhos o levam a esbarrar com 5, 1, 8 e 6, que podem ser caracterizados, respectivamente, como o amigo, o lider prepotente, o “bruta-montes” e o louco.
Ansioso para tentar recapturar 2, numero 9 e contido temporariamente por 1, que procura alerta-lo sobre o mundo em que esta vivendo: a guerra entre homens e maquinas destruiu a todas as representacoes de vida na Terra, deixando apenas escombros e corpos, alem de um ceu eternamente escuro.
A unica maquina que resistiu foi justamente aquela que eles vao perseguir nos proximos dias. Mas, em vez de apenas destrui-la, os bonecos fazem nascer acidentalmente uma outra ainda maior, capaz de mata-los em questao de segundos.
Apenas a revelacao do passado de 9 pode salva-los do exterminio e o planeta do dominio das maquinas.
O que mais impressiona em “9” e a direcao segura de Shane Acker.
Mesclando cenas lentas de escassos dialogos com eletrizantes sequencias de acao, o cineasta impoe um ritmo irresistivel para a narrativa, sempre se utilizando da otima trilha sonora composta por Deborah Lurie, a qual conta ainda com temas de Danny Elfman, tradicional parceiro de Tim Burton.
Se falta um pouco de imaginacao para desenvolver criativos cenarios sombrios, sobra intensidade.
As panoramicas dao o tom, sempre focando a paisagem devastadora do territorio.
No total, sao cerca de seis embates entre bonecos e maquinas durante o longa-metragem, crescendo em qualidade a medida que acontecem.
No entanto, sao duas cenas poeticas as melhores de todo o filme.
Na primeira delas, os personagens principais festejam a vitoria de uma batalha ao som de “Somewhere Over The Rainbow”, enquanto o vilao ressurge das cinzas, voltando a ataca-los.
O contraste entre felicidade e horror da o tom em uma das sequencias mais belas que vi em uma animacao nos ultimos anos.
Na segunda, a fita revela a sua real intencao ao falar das tematicas amizade e morte de maneira madura e arrebatadora, mantendo o desfecho original do curta-metragem, mas deixando-o incrivelmente mais atraente.
Assim, o carisma dos personagens principais de “9” domina as telas, comprovando que nao e necessario ter seres humanos com suas faces expressivas para se criar uma empatia com o publico.
A versao original do filme conta ainda com otimas dublagens, com destaque para o trabalho dos experientes Christopher Plummer e Martin Landau, por mais que nao interpretem os melhores personagens.
Completando o elenco de dubladores, temos tambem Elijah Wood, John C. Reilly e Jennifer Connely, como a unica mulher da trupe, responsavel pela voz da aventureira 7.
Com um desfecho que da esperanca para o fim do apocalipse e o ressurgimento de vida na Terra, “9 – A Salvacao” conquista pela direcao engenhosa de Shane Acker, cria uma historia atraente e tocante.
Por mais que o padrao de criatividade Tim Burton nao seja mantido, vale a pena conferir a ousadia de um diretor estreante em longas que ja debuta realizando animacao para os mais “crescidinhos”.

Nota:9,0

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Drag Me to Hell (Arraste-me Para o Inferno) - 2009

"Arraste-me Para o Inferno" marca o retorno de Sam Raimi ao genero que o consagrou, o cineasta faz a alegria dos fas, presenteando-os com um longa extremamente divertido e assustador.
No inicio dos anos 1980, um jovem diretor chamado Sam Raimi criou uma franquia a partir de efeitos especiais toscos, muita imaginacao e um roteiro absurdamente divertido.
"The Evil Dead" ("Uma Noite Alucinante" ou "A Morte do Demonio"), pode nao ter sido um estouro de bilheteria, mas tornou-se um cult entre os admiradores do cinema de aventura e terror, gracas a mistura desses generos com a comedia.
Hoje em dia, Sam Raimi e um diretor gabaritado e muitos duvidavam se ele ainda tinha dentro de si o "gas" para fazer novamente um filme desse tipo.
Com este "Arraste-me Para o Inferno", ele prova que eles estavam errados.
O filme narra a estranha historia de Christine Brown (Alison Lohman), uma linda e adoravel jovem que possui um bom emprego em um banco e um namorado boa-praca, o jovem professor Clay (Justin Long).
Porem, suas ambicoes proprias e a pressao do mundo a fazem querer um pouco mais da vida.
Concorrendo a uma promocao em seu emprego e com seu chefe duvidando de sua capacidade de tomar "decisoes dificeis", ela acaba negando a uma idosa senhora (Lorna Raver) uma extensao de credito para a hipoteca de sua casa, fazendo-a perder o imovel.
Esse simples ato faz com que a vida de Christine vire do avesso, ja que a idosa e uma poderosa feiticeira cigana.
Ela lhe joga a terrivel maldicao da Lamia que, apos atormenta-la por tres dias, ira arrasta-la para o inferno.
Contando com a ajuda do vidente Rham Jas (Dileep Rao), a jovem tera de correr contra o tempo para salvar sua vida... e sua alma.
No entanto, o filme nao funcionaria se o elenco nao entrasse na brincadeira.
Alison e a peca-chave aqui.
Sem jamais ser mostrada como uma heroina de acao, sua Christine e uma pessoa comum, com defeitos e qualidades, que toma uma decisao ruim e ve sua vida indo cada vez mais pelo ralo por conta disso.
A atriz se mostra uma otima "rainha do grito", mas com conteudo humano, nao sendo so um mero saco de pancadas bonitinho para o filme, mas a alma deste.
Os filmes de Raimi se destacam por seus protagonistas tridimensionais, com este nao sendo excecao.
Embora os fas do diretor ja consigam adivinhar o final da historia logo no comeco do climax, final este que encontra eco no primeiro "A Morte do Demonio", em uma pequena auto-referencia do cineasta.
Imperdivel e Recomendado!

Nota:9,5